Sertões terá categorias mais acessíveis de Motos e Carros

Self e T2 querem aumentar o grid e renovar a geração de pilotos da competição. Entenda como vai funcionar Para quem acompanha o Rally dos Sertões e sonha em...

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Self e T2 querem aumentar o grid e renovar a geração de pilotos da competiçãoEntenda como vai funcionar

Para quem acompanha o Rally dos Sertões e sonha em participar da maior prova off-road do Brasil e uma das mais importantes do mundo, pode ser a hora de acelerar esse projeto. Para a edição 2018 da competição foram criadas duas novas categorias de incentivo: a self para Motos e a T2 para os Carros.

Christian Constantini fez uma prévia na nova categoria de motos na edição deste ano e completou a prova (Foto: Magnus Torquato/FOTOP)
Christian Constantini fez uma prévia na nova categoria de motos na edição deste ano e completou a prova (Foto: Magnus Torquato/FOTOP)

O que elas têm em comum é que qualquer pessoa, novatos ou não, e com qualquer veículo que esteja dentro do regulamento pode participar. Na T2, por exemplo, entram modelos 4X4, como a Pajero TR4 e a ASX. Na self qualquer marca de moto, inclusive a Honda CRF 230F, que tem desde a edição passada uma categoria própria também, mais acessível.

Segundo a organização do evento, o objetivo dessas novidades é aumentar o grid de participantes e formar uma nova geração de pilotos. “Com o desconto na inscrição de cerca de R$ 2 mil e custos de manutenção menores, as novas categorias são uma oportunidade de mais pessoas correrem os Sertões”, afirma Du Sachs, diretor técnico da maior prova Cross Country do Brasil.

Inscrições das categorias mais acessíveis são em média R$ 2 mil mais em conta (Reprodução: Site Rally dos Sertões Oficiais)
Inscrições das categorias mais acessíveis são em média R$ 2 mil mais em conta (Reprodução: Site Rally dos Sertões Oficiais)

Ricardo Ribeiro, jornalista e assessor da prova, explica como vai funcionar a self: o próprio piloto terá a opção de fazer a manutenção da moto no final de cada dia, como troca de óleo, de pneus e etc. E já que ele cuidará do equipamento sozinho, não precisará ter equipe de apoio e infraestrutura, o que já diminuiria consideravelmente as despesas. Nada de mecânicos, vários carros, caminhões, passagens de avião de toda a turma, despesas com hotel e alimentação.

E teve gente que já experimentou a novidade. Na edição 2017, o piloto Christian Costantini fez uma prévia da nova categoria de motos e conseguiu terminar a competição, provando que mesmo com a mecânica mais simples, elas têm resistência para chegar à final. Ao todo, Christian afirma que gastou R$ 19 mil para participar, sem considerar o custo da motocicleta, que ele já tinha.

Júlio Zavatti ficou com a quarta posição na geral com uma CRF 230F (Foto: Vinicius Branca/FOTOP)
Júlio Zavatti ficou com a quarta posição na geral com uma CRF 230F (Foto: Vinicius Branca/FOTOP)

Para o piloto da Zema Rally Team, Marco Antonio Pereira, o regulamento próprio dessas categorias é uma ótima oportunidade para largar nos Sertões. “Na questão do abastecimento, por exemplo, não é preciso colocar tanques muito grandes nas motos, o que elimina a necessidade de reforços na suspensão e em outros componentes”, explica Marco. “Por terem menor cilindrada, elas perdem um pouco de tempo nos trechos mais abertos, mas nos trechos mais fechados são excelentes. Tanto que na edição deste ano o quarto lugar na geral foi de um piloto que disputou com uma Honda CRF 230F”.

Além das categorias Carros (regularidade e cross country) e Motos, há também a opção de disputar em Quadriciclos e UTVs, além da Expedição Sertões (uma espécie de passeio com aventura 4×4). A 26ª edição do Rally dos Sertões será realizada entre 18 e 25 de agosto, partindo de Goiânia com chegada em Fortaleza. As inscrições poderão ser feitas pela internet, no site oficial do evento, o www.sertoes.com

Resultados

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